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Disk Chocolate: Todo Software Tem Seu Preço

  • mickele · 9 months ago
    Nossa. Não dá para tirar nem por uma palavra, excelente texto.
  • ViniGodoy · 9 months ago
    Acho que é bom lembrar que a venda direta é apenas um dos canais por onde se paga pelo produto. Veja o caso do Java. Gratuito, mas existem certificações e cursos que estão muito longe de serem de graça.

    Outro exemplo? Que tal o Perfect World? Você baixa e joga de graça, mas logo percebe que pode pagar por amuletos, por dinheiro do jogo, por roupas legais, etc...

    Como você falou, não existe software produzido de graça. E se alguém paga a conta, o dinheiro tem de vir de algum lugar. Seja de financiamento próprio (como os games indies) ou seja de formas indiretas de comercialização.
  • Fabio · 9 months ago
    Ótimo texto :)
  • Rafael Venancio "Toguko" · 9 months ago
    Opa meu primeiro comentário !
    Parabéns pelo post ! Muito bem escrito !

    Abraços, Rafael Venancio
  • Drugue · 9 months ago
    Parabens!
    Visito esse blog há algum tempo e acredito que essa seja a primeira(ou segunda) vez que comento, mas posso dizer sem sombra de duvidas que esse é um dos primeiros comentários de elogio que eu faço sem nenhuma pontinha de obrigação.
    O artigo realmente está muito bem escrito, e deixa muito claro que sempre existe alguem por traz do projeto que teve que dar o sangue pra fazer ele se concretizar.
    Parbens mesmo pelo artigo e vou espalhar o link por ai.
  • Fabio Capela · 9 months ago
    Só um comentário sobre o custo de desenvolviento do soiftware livre, uma de suas grandes vantagens é permitir que esse custo seja dividido de forma desburocratizada entre todos os interessados, independente de serem empresas ou indivíduos.
    Tomando como exemplo o kernel do Linux, por exemplo, vemos entre os contribuidores empresariais Red Hat, Novell, IBM, Intel, SGI, Oracle, MontaVista, Google, HP, Cisco, Fujitsu, etc. Todos no final das contas dividindo os custos para viabilizar um grande produto, sem a necessidade de acordos formais de colaboração. Mesmo tomando por base a empresa que mais colabora com o desenvolvimento do Linux (a Red Hat, que de 2005 a 2008 representou 11,2% do esforço de desenvolvimento), ainda assim ela recebeu por conta do método aberto de desenvolvimento melhorias que representam um custo mais de sete vezes superior ao que ela mesmo investiu.
  • Renato · 9 months ago
    Muito bom o texto, está de parabens...
    Quero ainda ressaltar que tudo tende a tomar esse caminho... A internet já revolucionou o mundo, programas open source ou livres mesmo tenderão a dominar o mercado, porque são mais baratos e tem apoio da comunidade envolvida... Diferente do Windows, em que a comunidade envolvida é a pirataria...
    Quando se tem algo em que você pode contar com o apoio da união das pessoas, esse algo dá mais certo, tem mais cabeça pensando em cima... É o que acontece com o software livre... a segurança, o retorno, a comunidade disposta a ajudar, etc. são fatores que pesam muito...
  • André Caldas · 9 months ago
    Só achei que uma coisinha não está boa.

    Quando você diz:
    Se lançassem um "Gimp Pro", com muitas melhores e com uma interface muito melhor planejada, por 100 dólares

    Eu me pergunto se esse "Gimp Pro" seria ou não software livre. Se fosse, eu não reclamaria. A questão é que todos (inclusive você) parecem acreditar que a única maneira de se fazer dinheiro com software é limitando o acesso a certas funcionalidades. Isso não tem nada o que ver com software livre. Tá mais relacionado com "shareware".

    O erro, na minha opinião, do modelo proprietário, é que para que seja viável, se faz necessário todo um esquema periférico de opressão. O autor (sabemos que não é o autor, mas deixa pra lá) vive da ilusão de que o monopólio estatal e a polícia (assim como um trabalho enorme de sair por aí tentando vender sua idéia) garantirão que o software dará lucro. O que deve dar dinheiro ao desenvolvedor é o desenvolvimento. Se o desenvolvedor conseguir viver do desenvolvimento, e não dessa ilusão de que vai dominar o mundo, então o software será desenvolvido.

    Acreditar que um "Gimp Pro" seria a solução para o Gimp é pura ingenuidade. Se o "Gimp Pro" não for software livre, isso seria andar pra trás.

    No entanto, eu concordo em outros aspectos. Por exemplo, certa vez conversando com o pessoal do DataSUS (Ministério da Saúde), me disseram que o banco de dados Postgres estava disponível, mas não tinha nenhum suporte externo, já que a idéia do software livre é economizar dinheiro... São uns idiotas! Pagam uma fortuna para ter suporte da Oracle, mas se recusam a pagar por suporte ao Postgres, simplesmente porque o software custou 0!! A única diferença é que estariam fomentando a economia local.

    A sua conclusão eu gostei bastante:
    Então, lembrem-se: não existe software de graça. Não se concentre nessa palavrinha maldita na próxima vez em que você pensar nas razões pelas quais software livre é legal. OK, você pode baixar de graça, mas se lembre que alguém gastou algo para fazê-lo, em termos de dinheiro e de tempo.

    Só acho que fica sempre a impressão de que software livre é caridade. Teve um custo pra produzir, mas o desenvolvedor (um desenvolvedor) arcou com tudo...


    André Caldas.
  • miwi · 9 months ago
    O Gimp Pro poderia ser limitado, mas por uso. Se você tem uma empresa de design, você deveria pagar. Mais ou menos como a licença do mySql, se muito me engano.

    Eu não vejo software livre como caridade. Eu vejo, em partes, como um software como qualquer outro: que nasceu para suprir alguma necessidade. Às vezes é uma necessidade do próprio desenvolvedor... alguns projetos "de um homem só" começam assim, o cara tem que desenvolver algo, aí aproveita e deixa aberto para outras pessoas que tiverem a mesma necessidade também usarem o programa. E software livre também precisa de foco, seja esse foco em fornecer um programa livre e cobrar pelo suporte, como muitos grandes projetos livres fazem, seja em fazer algo despretencioso. O que não dá é para querer abraçar o mundo.
  • André Caldas · 9 months ago
    "O Gimp Pro poderia ser limitado, mas por uso. Se você tem uma empresa de design, você deveria pagar. Mais ou menos como a licença do mySql, se muito me engano."

    Exatamente o que eu estava dizendo. Andar pra trás. Limitar discriminando o uso o tornaria NÃO LIVRE. Isso que você está descrevendo é "shareware". E sim, você se engana quanto à licença do MySQL. Foi justamente quando conseguiram se libertar dessa mentalidade de "shareware", de discriminação por uso e tal, que a coisa floresceu. Esse "Gimp Pro" não tem nada de livre.

    Por favor, não leve pro lado pessoal. Achei muito bacana você enfatizar no real custo do software. Só achei que faltou fazer a ligação com o software livre. A minha pergunta é software livre é só caridade, ou é viável economicamente? Como pode ser?


    Um abraço,
    André Caldas.
  • miwi · 9 months ago
    Entendo o que você quer dizer e, pensando bem, concordo.

    Viável economicamente... eu acho que sim. A fundação Mozilla e a Canonical tem lucros com o Firefox e o Ubuntu, não tem? E ambas não possuem nenhuma limitação em seu software.

    Mas agora eu fico na dúvida... pensando na Sun, por exemplo. O maior lucro deles, até onde eu sei, é na venda de servidores, não de software. Mas o Solaris 10 é pago, para ser usado em servidores de grandes empresas. Mas praticamente todas as funcionalidades dele estão no open Solaris, que possui código aberto. A maior diferença está no suporte do Solaris, e no seu foco em estabilidade, com ciclos de release maiores, enquanto que o open Solaris possui releases mais cursos, e maiores inovações no código. O que você acha desse modelo? Como ele se encaixa nessa discussão?

    Na realidade, eu acho que o software livre é viável economicamente, sim. Uma maneira que eu reconheço é, justamente, de oferecer o software de graça e cobrar pelo suporte, pela assistência, por possíveis customizações... mas acho que ainda existem outras possibilidades.

    Ah, e é claro que eu não levo para o lado pessoal. Estou gostando muito dessa discussão, na realidade. :)
  • André Caldas · 9 months ago
    Eu vejo um mundo mais florido. ;-)

    Não penso em grandes empresas desesperadas porque estão em uma má situação financeira. Penso em atividades menores e mais locais. Antigamente, uma pequena empresa nunca poderia fabricar um hardware que necessitasse de um sistema operacional simples. Trabalhei em uma pequena empresa uma vez que resolveu produzir hardware para participar de uma licitação. Nunca poderíamos ter feito isso sem software livre. Não devemos nos limitar ao universo do usuário. É muito mais interessante olhar pelo ponto de vista das pequenas empresas que vivem de proporcionar soluções (e não apenas suporte) a outras empresas. Com software proprietário, essas empresas são apenas revendedoras de uma multinacional. Não conheço nada do open Solaris... não simpatizo muito por puro preconceito. Soa um pouco centralizado.

    No final das contas, a maioria parece ser muito a favor do monopólio. Nosso senso de justiça parece acreditar que o grande objetivo é conquistar um monopólio. E que, portanto, inviabilizar a monopolização é injusto, visto o esforço que determinada empresa fez para conquistá-lo.

    Não sou contra que se cobre, por exemplo, por um "Gimp Pro". Mas acho que não faria sentido ter uma versão "Pro" e uma versão "shareware" se ambas fossem software livre. Ou seja, o sucesso de um "Gimp Pro" dependeria essencialmente de se retirar a liberdade de se compartilhar e redistribuir a versão "Pro". O exemplo nem é de fato realista, pois não é possível fazer um software derivado do Gimp mas que não seja livre. A licença do Gimp não permitiria.

    Agora seguindo sua linha de raciocínio que que o software necessariamente tem um custo... como o software livre pode ser viável? Na minha opinião, o software livre quando é produzido, já deve estar "pago". A necessidade deve vir antes do software. Fica até parecendo que uma única empresa vai arcar com todo o custo e entregar tudo de mão beijada para um concorrente. Mas acho que não é exatamente assim que acontece.

    Eu estudo matemática. Não espero ter monopólio sobre o conhecimento que eu vier a produzir, na esperança de ficar rico. Acho que com software deveria ser parecido.


    André Caldas.
  • Kinn · 9 months ago
    Bom, minhas justificativas estão por email.
    Você é boa com as palavras, e soube explanar muito bem oque vivemos no mundo OpenSource.
  • Fernando Augusto · 6 months ago
    Primeiramente grande Post.
    Eu sinceramente acho que o foco da discussão deveria ser mais na questão do não dominar o mundo. A iniciativa do software livre é algo fantástico considerando que é um projeto a nível global de colaboração. O que incomoda no software proprietário? Bom me incomoda o que as empresas atraz dele fazem.... Ora bolas, a Microsoft já foi a queridinha que tinha programas baratinhos e brigava com os gigantes ávidos de grana. E agora? chegando ao topo ela usa do poder construído para impedir a inovação. A IBM foi assim no passado. E ainda é com muita coisa...
    A Oracle É assim, tem práticas abusivas junto aos seus clientes para que o Larry possa comprar jatos, carros e iates.
    O Software proprietário se confunde com o capitalismo em suas boas e más facetas. A boa de permitir a competição estimulando agentes que evoluem darwinianamente uma tecnologia, facilita a alocação de recursos ao redor da pesquisa etc...
    A má é que uma vez no topo, com o controle do capital, os que anteriormente eram desafiadores, democráticos, propagandistas da meritocracia e cheios de boas intenções, tornam-se príncipes que empenham seus esforços em defender seu reinado e não mais seu reino.
    No modelo fechado a idéia é que o agente evolue por medo da concorrência, na prática o que acontece é que o sujeito abate seus concorrentes utilizando de todas as armas disponíveis como FUD ou mesmo ameaça direta. Ainda temos a tendência dos governos de serem corruptos, aqui e em todo o mundo, permite que esse controle seja feito diretamente no detentor da lei.
    As patentes foram criadas para proteger a inovação, hoje protegem as ferraris de pessoas que nem sabe o que lhes dá dinheiro.
    Acredito que o modelo de software livre financeriamente permite a inovação contínua, valorizando com justiça aqueles que trabalham em torno do desenvolvimento do projeto ENQUANTO ELES ESTIVEREM NO PROJETO e não o resto da vida.
    Temos de defender a meritocracia a todo o custo, é ela que, IMHO, permite a inovação.